CBF demite chefe segurança da seleção que permitiu entrada de pastor



O culto aconteceu em um hotel nos Estados Unidos e foi liderado por um jovem pastor brasileiro
Segundo notícia publicada no site de notícias GospelPrime consta que a entrada de um pastor no hotel da Seleção Brasileira durante os amistosos nos Estados Unidos custou o emprego do chefe de segurança do time liderado por Dunga.

O coronel Moacyr Alcoforado, no posto desde 2013, foi demitido dois meses após a polêmica gerada por conta de um culto realizado pelos jogadores Kaká e David Luiz em uma das salas do hotel.
 
A Comissão Técnica afirma que o religioso não tinha autorização de entrar no hotel, mas foi liberado pelos seguranças, o que resultou na demissão de Alcoforado.

Em setembro, o pastor Guilherme Batista, de Goiânia, foi convidado para ministrar aos jogadores da seleção e as imagens desse culto foram divulgada nas redes sociais.

Participaram desse culto os atletas Alisson, Marcelo Grohe, Douglas Santos, Fabinho, Lucas Lima, Douglas Costa e Jefferson, além de Kaká e David Luiz.

Acontece que os cultos não são autorizados pela CBF que “não admite manifestações religiosas ou políticas no período de concentração”. Fora isso, o pastor ainda postou uma fotografia nas redes sociais ao lado de Dunga dizendo: “Café da manhã com o chefe aqui em Guarulhos.”

O técnico da Seleção precisou se manifestar à imprensa dizendo que o jovem pastor queria se autopromover ao chamá-lo de chefe e que na verdade ele parou Dunga no aeroporto e pediu para tirar uma foto com ele.

“Dentro da Seleção as coisas são feitas com transparência. Temos uma sala onde os jogadores podem receber seus familiares ou pessoas mais de perto. Não que é nada proibido, mas na Seleção Brasileira não é local de exposição religiosa nem política”, disse Dunga quando foi questionado sobre o culto realizado no hotel.

Com a demissão de Moacyr Alcoforado, quem assume a chefia de segurança do time brasileiro é José Antonio de Almeida, que cuidou da Granja Comary durante mais de dez anos. A nomeação foi feita por José Maria Marin – que hoje tenta acordo para ficar em prisão domiciliar enquanto aguarda julgamento nos Estados Unidos.

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